Notícia: Jornal AMATRA News traz Atos em Defesa da Justiça do Trabalho e dos Direitos Sociais.

Confira a faça o download do jornal AMATRA News. O Jornal da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região que na edição nº 38 de Março de 2016 contou com reportagens sobre os Atos em Defesa da Justiça do Trabalho e dos Direitos Sociais.

Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo – Incansável na luta pelos Advogados e Sempre Vigilante na Defesa dos Advogados Trabalhistas de São Paulo.

AATSP-Rodapé-Palavra-do-Presidente

Notícia: Entidades seguem em defesa da Justiça do Trabalho no estado de São Paulo

Da redação (Justiça Em Foco) com Mário Benisti. Foto: Reprodução. – terça, 26 de março de 2019

A intenção externada pelo Presidente Jair Bolsonaro em extinguir a Justiça Trabalhista, contou com imediata reação e união das entidades representativas da comunidade jurídica do Estado de São Paulo que ensejaram manifestações em todo o país. Desde então, uma série de atos acontecem, principalmente em São Paulo, na tentativa de alertar, conscientizar e mobilizar a sociedade sobre a importância de resguardar a Justiça do Trabalho e os direitos que se encontram sob se manto jurisdicional.

Para fortalecer esta causa, a Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), a Associação dos Magistrados do Trabalho de São Paulo (Amatra II), o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud) criaram o “Movimento em Defesa da Justiça do Trabalho (MDJT)” que, desde o dia 21 de janeiro, se mantém vibrante nas ações e robustecido em sua composição pela Federação Nacional dos Advogados (Fenadv), Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (MATI) e dezenas de entidades representativas de classe.

Na última sexta-feira (22), por exemplo, a sede da Justiça do Trabalho de Franca (SP) recebeu diversas entidades que ressaltaram a importância de manutenção da estrutura trabalhista. De acordo com a presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP) “a defesa da Justiça do Trabalho se mantém contínua, sólida e incessante. O movimento é nacional e encontra fortes pilares de sustentação”, avalia Sarah Hakim. A AATSP foi a primeira entidade a se posicionar de maneira contrária ao pronunciamento de Bolsonaro sobre a Justiça do Trabalho. Ao todo o MDJT já realizou seis atos em todo o estado de São Paulo.

A presidente da AATSP ressalta a importância da continuidade na mobilização para evitar uma possível desconstrução da Justiça do Trabalho. “É necessário manter a mobilização e a Advocacia atenta aos indicativos e atos de ataque, ainda que agora sob uma maior discrição”. O que, em sua concepção, poderia ser ainda perigoso, na avaliação da representante da AATSP. “A manifestação se fortaleceu e avançou quanto à conscientização da sociedade do papel indeclinável da Justiça do Trabalho, tanto para a garantia dos direitos dos trabalhadores, como para a preservação dos empregadores conscientes e cumpridores da legislação laboral”, defende Sarah Hakim.

Na última manifestação realizada em Franca, o “Movimento em Defesa da Justiça do Trabalho” sedimentou seu mister. O Movimento Acorda Sociedade (MAS), que atua na defesa da Previdência e Seguridade Social também incorporou a defesa da Justiça do Trabalho. A entidade, de forte atuação no cenário nacional e contrária à Reforma Previdenciária em pauta, ressaltou a estreita conexão dos interesses e pautas trabalhista e previdenciária. Continue reading

Notícia: Fim da Justiça do Trabalho é motivo de ato em Franca

23/03/2019 – Reportagem de Carolina Ribeiro, Foto de: Dirceu Garcia/Comércio da Franca

Procuradores, advogados e autoridades participaram de ato contra o fim da Justiça do Trabalho na manhã de ontem, 22

No início de janeiro, em entrevista, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que poderia debater a extinção da Justiça do Trabalho. Segundo ele, os processos trabalhistas teriam que tramitar na Justiça comum.

O assunto, que desde então tem levantado polêmica, foi tema de um ato público em defesa da Justiça do Trabalho e dos Direitos Sociais realizado ontem, 22, na sede da Justiça do Trabalho de Franca.

Organizado pela Amatra XV (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região), 13ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Franca, Sindiserv-Franca (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região), TRT 15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), Ministério Público do Trabalho e AATSP (Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo), o evento contou com a participação de dezenas de advogados, procuradores e autoridades.

“Este é um movimento em nossa defesa. Hoje devemos comemorar a importância do trabalho, que é a origem das coisas, que está consagrado constitucionalmente e que gera riqueza. Só que o trabalho tem do lado fraco o empregado e do lado forte o empregador. Eu costumo dizer que entre o fraco e o forte, o poder escraviza e a lei liberta, essa é a função do Judiciário”, disse Renato César Trevisani, juiz coordenador da Divisão de Execuções da Justiça do Trabalho de Franca e das cidades da região.

“A Justiça do Trabalho é de tamanha importância para transmitir segurança jurídica. Bastou que houvesse uma intenção de extinguir a Justiça do Trabalho, que houve uma mobilização relembrando o papel do advogado que é um indivíduo que não pode ter medo e digo que os advogados não somente lutam pelos direitos da sua classe, mas também representam a defesa da sociedade”, disse, a advogada Luísa Helena Roque, coordenadora da Comissão de Direito do Trabalho da OAB Franca.

Todos os presentes que utilizaram a palavra reforçaram a importância da Justiça do Trabalho para a sociedade.

A OAB Nacional, pelo seu presidente Felipe Santa Cruz, assim como a Seccional de São Paulo, representada pelo seu presidente Caio Augusto Silva dos Santos, se posicionaram contrárias a extinção e também a sua incorporação pela Justiça Federal. Continue reading

Notícia: Mulheres recebem homenagem pela atuação no Poder Judiciário

Da redação (Justiça Em Foco) por Mário Benisti. Foto: Mário Benisti. – terça, 12 de março de 2019

São Paulo – A Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), realizou na noite de ontem (11) uma solenidade em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento contou com uma condecoração a personalidades que são símbolos de atuação no judiciário, sobretudo na esfera da advocacia trabalhista brasileira. A confraternização aconteceu na sede da AATSP. Continue reading

Notícia: AATSP faz homenagem a mulheres pioneiras e ativistas da advocacia e do judiciário

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a AATSP – Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, realizou no último dia 11 de março, às 19h30, em seu espaço na Barra Funda (ATT Lounge), uma homenagem às profissionais da Advocacia e da Justiça Trabalhista, que mais se destacaram em suas atividades, acentuando o perfil pioneiro e ativista da maioria das premiadas.

O evento foi prestigiado pela presidente do TRT-2, Desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, primeira mulher negra a presidir o maior Tribunal Regional Trabalhista do país e que, segundo Sarah Hakim, presidente da AATSP, tem atuado de forma pioneira, ao diminuir a distância com Advocacia e dialogando de forma mais próxima com a classe.

Na cerimônia, a presidente do TRT-2 afirmou que a Justiça é substantivo feminino, que mulher é símbolo da Justiça e que Justiça é dar a cada um o que é seu por direito. “Nós mulheres queremos o que por justiça é nosso: igualdade, oportunidades, direitos e obrigações. Queremos o direito de escolha, sem discriminação”, assegurou.

Em seu discurso, Sarah Hakim, lembrou que “ o Dia Internacional da Mulher vai muito além de uma celebração festiva, porque a data reforça a luta e resistência das mulheres por direitos e liberdades em uma sociedade patriarcal, racista e desigual”. Hakim assegurou que as mulheres se alegram com flores e festejos, mas querem igualdade, voz, vencer a violência, ocupar espaços de poder e serem respeitadas quando lá estão.

Entre as que receberam o prêmio Ritsuko Tomioka – 2019, estava a Desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Kenarik Boujikian, que se aposentou no emblemático Dia 8 de março. Ao longo de sua carreira, Kenarik atuou de forma vigorosa e reconhecida na defesa dos Direitos Humanos e sociais e na Associação Juízes para a Democracia (AJD). Para Hakim, ela “é símbolo de força, persistência e êxito numa carreira marcadamente masculina”.

Também foram homenageadas as advogadas Arlete Paciléo, com longa e significativa militância na Justiça Trabalhista; Carmen Dora de Freitas Ferreira, ex- presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB-SP; Cássia Marize Hatem, liderança da advocacia mineira; Moema Baptista, primeira presidente da Abrat , Sonia Maria Bueno Martins, advogada com longo histórico de militância trabalhista e a Desembargadora do TRT-2, Ivani Contini Bramante, também defensora dos direitos humanos. Cada uma das premiadas recebeu uma placa comemorativa das mãos da presidente da AATSP e um ramalhete de flores.

Kenarik Boujikian discursou em nome de todas as homenageadas: “É uma honra enorme estar aqui junto a todas essas homenageadas, que conheci em sua maioria pelo nome, pela luta, pela história. Queria agradecer a AATSP pela honra e registrar que cada vez que nós mulheres nos movimentamos, mexemos com as estruturas, seja lá onde estivermos e isso é importante. Sem as mulheres, não há direitos humanos, que são a essência da Justiça do Trabalho e sabemos o que se está pretendendo fazer com esses direitos humanos e cabe a nós todos e todas lutarmos para que isso não aconteça. Lutar para que o patamar da dignidade humana, que &eac ute; a regra máxima de nossa Constituição Federal, fruto de tantas lutas, de tantas pessoas, tantas mulheres, não se perca para momentos como estes que estamos vivendo, de ódio, de discriminação, de aniquilação das pessoas mais pobres, desvalidas, trabalhadoras. Sigamos juntos todos, de mãos dadas, sempre.”

Após a entrega dos prêmios foram realizados 4 painéis relativos à luta feminista e o universo jurídico: “A condição da mulher no mundo advocacia e nas carreiras jurídicas”, foi tema da advogada, ativista e cofundadora da Rede Feminista de Juristas , Marina Ganzarolli; “As mulheres no direito do Trabalho” foi assunto abordado por Regina Stela Corrêa Vieira e “Formas de Assedio Psicológico”, tema analisado por Carla Denise Theodoro. Para falar sobre o livro – lançado no evento – “O Novo direito e o processo do trabalho – um olhar crítico”, as organizadoras da obra, Tainá Gói s e Giovanna Magalhães, contaram como o livro surgiu, em 30 de outubro de 2017, a partir de um evento que seria realizado em um hotel paulista sobre a reforma trabalhista, no qual 17 homens seriam palestrantes e nenhuma mulher. As advogadas questionaram a ausência feminina e organizaram um evento no mesmo dia, com 20 mulheres expositoras sobre a reforma trabalhista, no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, fazendo um enfrentamento com olhar crítico e “desnaturalizando a um ambiente machista que passa por natural”.

Também estiveram presentes ao evento da AATSP, a advogada Margarete de Cássia Lopes, Secretária-adjunta da OAB-SP, representando o presidente da Secional paulista da Ordem; os desembargadores Leila Aparecida Chevtchuk de Oliveira (TRT-2), Álvaro Noga (TRT-2), Antero Arantes Martins (TRT-2); Francisco Giordani (TRT-15), Jorge Luiz Souto Maior (TRT-15), Farley Ferreira (Presidente da Amatra II); Patrícia Maeda (Presidente da Amatra XV); os dirigentes da FENADV, Walter Vettore, Oscar Azevedo, Miguel Parente; Roberto Parahyba, ex-presidente da Abrat; Luiz Carlos Mouro, ex-presidente da Associação e também da Abrat; a 2ª. tenente da FAB, Lilian Batista; Leonardo Sica, ex-presidente da AASP, entre outras autoridades.

Fonte: https://m.migalhas.com.br/quentes/298316/aatsp-faz-homenagem-a-mulheres-pioneiras-e-ativistas-da-advocacia-e Continue reading

Notícia: Retirada dos direitos a 7ª e 8ª horas dos bancários é tema de debate em associação de advogados trabalhistas

Da redação (Justiça Em Foco) por Mário Benisti. Foto: Reprodução. – quinta, 14 de março de 2019

Diversos profissionais e autoridades da área trabalhista realizaram na noite de ontem (13) uma assembleia na Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP) para debater a retirada da a 7ª e 8ª horas dos bancários, realizada na Convenção Coletiva de Trabalho entre sindicalistas e patrões. A conquista da jornada diária de seis horas era uma das maiores conquistas trabalhistas. O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região vem atacando as manifestações dos advogados e associações da esfera do trabalho, que lutam pela garantia dos direitos da categoria, este é outro motivo que resultou na realização do encontro. Continue reading

Notícia: TRT-2 MARCA PRESENÇA EM EVENTO DA AATSP QUE CONCEDEU O PRÊMIO RITSUKO TOMIOKA

Publicada em: 12/03/2019 / Atualizada em: 13/03/2019

Na noite da segunda-feira (11), no ATT Lounge, espaço da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), na Barra Funda, aconteceu o evento Dia Internacional da Mulher na AATSP, com a outorga da edição 2019 do Prêmio Ritsuko Tomioka. Também houve o lançamento da obra jurídica O Novo direito e o processo do trabalho – um olhar crítico, das organizadoras Giovanna Magalhães e Tainá Góis.

Desembargadora-presidente do TRT-2 aplaude as homenageadas

Estiveram presentes a desembargadora-presidente do TRT-2, Rilma Aparecida Hemetério, os desembargadores Leila Aparecida Chevtchuk de Oliveira (TRT-2) e Jorge Luiz Souto Maior (TRT-15), além dos diretores da AATSP, juristas, advogados e demais convidados.

Homenagens

A presidente da AATSP, Sara Hakim, iniciou a cerimônia, discursando em nome das mulheres: “Dia representativo para toda a comunidade jurídica, mulheres e homens. Essa ocasião reforça a luta pelos direitos das mulheres em lutas históricas ou cotidianas, travadas por mulheres reconhecidas ou anônimas. Queremos voz, queremos igualdade; ocupar os espaços de poder, e que sejamos respeitadas quando lá estivermos”.

A presidente Rilma Hemetério destacou para os presentes: “Cabe ressaltar que a Justiça do Trabalho de São Paulo é uma justiça predominantemente feminina: as juízas substitutas são 56% do total; as titulares, 61,7%; desembargadoras, 54,4%; servidoras, 52,1%; servidoras que ocupam cargos de chefia no Tribunal, 55,1%”. E concluiu: “Justiça: substantivo feminino”.

O prêmio Ritsuko Tomioka foi batizado em homenagem à advogada falecida em 31 de maio de 2012, considerada um ícone entre os advogados do trabalho, com quase 50 anos de atuação. Ele é concedido a pessoas que se destacam no engrandecimento da advocacia trabalhista. As homenageadas da noite foram as juristas Kenarik Boujikian Felippe, Arlete Paciléo, Carmen Dora de Freitas Ferreira, Cássia Marize Hatem, Moema Baptista e Sonia Maria Bueno Martins. A desembargadora Ivani Contini Bramante, do TRT-2, também homenageada, não pôde comparecer.

Acima, as condecoradas da noite (da esq. para dir.): Arlete Paciléo, Carmen Dora, Kenarik Boujikian, a presidente Sarah Hakim, Cássia Hatem, Moema Baptista e Sônia Martins

Empoderamento

Diversos pronunciamentos das condecoradas e dos presentes louvaram a participação imprescindível das mulheres na justiça. A desembargadora Kenarik Boujikian, do TJ-SP, lembrou: “Sem mulheres, não há direitos humanos. A Justiça do Trabalho trata fundamentalmente de direitos humanos, e nossa luta é para que isso não se perca em meio ao ódio e ao aniquilamento das pessoas mais desvalidas, como tem acontecido”.

A advogada Margarete de Cássia Lopes, secretária-geral adjunta da seccional de OAB – São Paulo e representando a presidência nacional da ordem, disse que o evento buscava “concretizar a valorização da posição das mulheres em seus espaços institucionais”. A homenageada Carmen Dora de Freitas Ferreira, advogada e servidora aposentada do TRT-2, destacou o momento ser de “luta e reflexão, para seguir fortalecendo as mulheres em busca de respeito e de igualdade de condições”. Algo que, segundo a jurista, se faz “ainda mais necessário quando se trata da mulher negra. É uma resistência atuar desta forma”.

Em entrevista, a desembargadora Rilma Hemetério, que se apresenta com orgulho como “a primeira mulher negra a dirigir o maior tribunal do trabalho do país”, disse que aquele evento ia ao encontro de “empoderar as mulheres de forma geral, e as advogadas de forma específica, sempre a lutarem pelos direitos de todos”. Prosseguiu, dizendo que todas elas reivindicavam ali, para todas as mulheres, “as mesmas oportunidades, com dignidade e com o mesmo salário para os mesmos cargos”. E concluiu: “Que as mulheres e os homens caminhem juntos – nunca adiante ou atrás, mas sempre lado a lado”.

Texto: Alberto Nannini; Fotos: Allan Lustosa – Secom/TRT-2

Continue reading

Notícia: Entidades se organizam para combater ofensas de sindicato

Da redação (Justiça Em Foco) por Mário Benisti. Foto: Mário Benisti. – quarta, 13 de março de 2019

Logo mais, às 18 horas, será realizado na sede da sede da Associação dos Advogados trabalhistas de São Paulo (AATSP) uma assembleia discutir temas no tocante aos retrocessos de direitos trabalhistas. O foco principal do encontro é os ataques que o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região tem feito contra a atuação da advocacia trabalhista na cláusula convencional que, a um só tempo, representaria um retrocesso aos direitos dos bancários e geraria um cenário de insegurança jurídica para empregados e empregadores.

Idealizado pela AATSP, o encontro vai contar com a participação de integrantes da Federação Nacional dos Advogados (Fenadv). Os organizadores ressaltam que os atos por parte dos representantes dos bancários são incongruentes. Diversas autoridades da esfera trabalhista confirmaram presença no evento.

De acordo com a idealizadora do evento, um eventual afastamento do direito à 7ª e 8ª horas, tal como estabelecido na última Convenção Coletiva de Trabalho entre Sindicatos de empregados e empregadores, proposto pelos representantes dos bancários, representaria sepultamento de direitos arduamente conquistados. “Em tempos em que os direitos sociais e trabalhistas têm sido objeto de investidas a pretexto de salvaguardar a ordem econômica, os trabalhadores das instituições bancárias ainda buscam indícios passíveis de embasar a supressão de uma das mais importantes conquistas da categoria”, avalia a presidente da AAT, Sarah Hakim.

Continue reading

Notícia: Mulheres recebem homenagem pela atuação no Poder Judiciário

Da redação (Justiça Em Foco) por Mário Benisti. Foto: Mário Benisti. – terça, 12 de março de 2019

São Paulo – A Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), realizou na noite de ontem (11) uma solenidade em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento contou com uma condecoração a personalidades que são símbolos de atuação no judiciário, sobretudo na esfera da advocacia trabalhista brasileira. A confraternização aconteceu na sede da AATSP.

Dentre as homenageadas estavam: a desembargadora Kenarik Bouijikian, as advogadas Arlete Pacileo, Carmem Dora de Freitas, Cássia Marize Hatem, Moema Baptista e Sônia Maria Bueno Martins. A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), Rilma Hemetério e a secretária-geral adjunta da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP), Margarete Lopes, marcaram presença no evento. A outra homenageada, a desembargadora Ivani Cantini Bramante, não compareceu ao encontro por motivos pessoais.

Ao discursar aos presentes, a presidente da AATSP enfatizou que o dia 08 de março é um símbolo histórico de luta em defesa dos direitos femininos. “O Dia Internacional da Mulher vai além da celebração festiva. A data reforça a luta e a resistência das mulheres por direitos e liberdades democráticas em uma sociedade patriarcal, racista e desigual. É um momento de reflexão sobre lutas históricas e cotidianas, travadas por conhecidas e anônimas”, disse Sarah Hakim.

A presidente do TRT-2 avalia que é necessário aplicar no cotidiano a igualdade, para fortalecer a participação feminina na sociedade. “Uma forma de empoderar a mulher, a advogada que sempre luta pelos direitos dos outros e que nem sempre tem seus próprios direitos reconhecidos, é oferecer as mesmas oportunidades com idênticos salários e sobretudo proporcionar dignidade. Devemos estar sempre juntos, lado a lado. Mulheres lado ao lado dos homens”, destacou Rilma Hemetério.

Representando a OAB de São Paulo, Margarete Lopes ressaltou que lutar em defesa de melhoria nas questões femininas é lutar pelo fomento de todo o Brasil. “Lutar pela mulher significa lutar pela sociedade brasileira. As advogadas têm um papel fundamental de transformadoras da sociedade e da justiça. Todos somos iguais e a proposta é: trazer a concretização o direito à igualdade, que é constitucionalmente garantido”, defendeu a secretária-geral adjunta.

“Com a palavra…”

O site Justiça Em Foco conversou individualmente com as homenageadas. Em meio à euforia do momento, destacaram em unanimidade que ainda há muito a ser feito para a consolidação da igualdade entre homens e mulheres.

Carmen Dora Ferreira

Na avaliação da ex-presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB de São Paulo, o maior obstáculo a enfrentar é a conquista da palavra respeito, especialmente quando se trata da mulher negra.

“O maior desafio é o respeito, a igualdade em todos os quesitos, em especial com relação a mulher negra. Embora você seja qualificado, preencha todos os requisitos, em uma escala de valores a mulher negra ainda é tremendamente prejudicada e as Políticas Públicas atuais são apenas um complemento. Em muitas ocasiões a mulher negra não tem espaço para se manifestar, mas ninguém pode falar da dor de uma mulher negra, se ela não é negra, pois não consegue avaliar a problemática com a profundidade necessária”, avaliou.

Em um trecho do discurso, a presidente da AATSP enfatizou o problema da questão racial. “Queremos o resgate das mulheres negras Dra. Carmen Dora Ferreira, combalidas na caminhada e freadas nas oportunidades”, ressaltou Sarah Hakim.

Cássia Hatem

A vice-presidente Associação Mineira de Advogados Trabalhistas (AMAT) faz uma crítica a atual legislatura, que não diminui o índice de violência contra a mulher. Na avaliação da homenageada, é preciso modernizar normas como a Lei Maria da Penha e do Feminicídio.

“É preciso que haja um endurecimento na lei com relação e esses crimes. O assédio sexual, por exemplo, não deve ser mantido em sigilo pois vem ocorrendo sistematicamente. A legislação sobre o Feminicídio e sobre a Maria da Penha precisa ser modernizada, porque as estatísticas estão comprovando que as mulheres continuam sendo agredidas em um cenário que já é alarmante”, ressaltou.

Ao mencionar o nome de Cássia Hatem, a presidente da AATSP a classificou como “renomada e incansável liderança da advocacia trabalhista mineira. Com importante influência nas comunidades jurídicas contíguas, ultrapassando as fronteiras com o seu trabalho operoso”, disse Sarah Hakim.

Moema Baptista

Para a primeira mulher que comandou a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat), eleita por voto direto há exatos 30 anos, a homenagem é recebida com entusiasmo. De acordo com a jurista, os anos de dedicação ao trabalho são reconhecidos nessa premiação.

“É uma satisfação muito grande receber uma homenagem, principalmente quando se é homenageada pela Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, presidida por uma mulher brilhante que é a Sarah Hakim. Este é um reconhecimento de trabalho nesses 50 anos de militância”, enfatiza. Em seu discurso, Sarah Hakim destacou a atuação de Moema Baptista como “liderança feminina precursora dos avanços das advogadas trabalhistas no cenário nacional”.

Kenarik Bouijikian

Na avaliação da desembargadora que é uma das referências pela atuação na defesa dos direitos humanos e sociais, o princípio de igualdade entre homens e mulheres está contido na Constituição Federal (CF). No entanto, ainda é um desafio a ser cumprido na sociedade brasileira.

“O desafio que acontece em relação as mulheres é conseguir cumprir o princípio da igualdade, que está contida na nossa Constituição Federal de 1988. Esse é o maior desafio e ele se reflete em todas as situações que se pode imaginar, seja no campo privado, social ou no campo público. Na questão do público, especialmente, nunca se quis que as mulheres ocupassem esses espaços e hoje percebemos que ainda existe um descompasso muito grande. Seja na Magistratura, no Legislativo e a diferença é maior ainda o Executivo”, pontuou. A presidente a AATSP ressaltou no discurso que a homenageada é “admirada defensora dos direitos humanos e sociais”, disse Sarah Hakim.

Arlete Pacileo

Na opinião da jurista, o cenário tem evoluído nos últimos anos, mas ainda precisa de muito para melhorar. O ponto mais delicado é a questão do mercado de trabalho, acredita a homenageada.

“Em relação em trabalhos iguais, não estamos tão defasados. Melhorou bastante, mais ainda falta muita coisa. Falta também muita conscientização para os empregadores”, ressaltou.

Hakim ressaltou no discurso que a atuação de Arlete Pacileo foi de “absoluta independência, sem nunca valer de tradicional e exitoso escritório de seu cônjuge”, mencionou.

Sônia Maria Bueno Martins

De acordo com uma das referências no meio Jurídico, em pleno século XXI ainda há uma série de resistências em relação a igualdade de gênero. Para a advogada, até no Judiciário existem inúmeros empecilhos para que se evite a disseminação do feminismo.

“Existe muita resistência, sobretudo nos postos mais altos. Não há aquele reconhecimento que tanto exigimos, como o pagamento de salário. Esse evento é muito importante e mostra, escancara especialmente para a nossa classe da advocacia, que as vezes até a própria cultura nossa impede as coisas de fluírem melhor, pois infelizmente ainda é muito machista”, enfatizou.

Ao falar do perfil de Sônia Maria Bueno Martins, a presidente da AATSP disse que sua “história, militância e persistência bem-sucedida na carreira, conjugada na harmonia familiar inspira a comunidade jurídica, mas sobretudo as mulheres”, avaliou Sarah Hakim

Fonte: https://justicaemfoco.com.br/desc-noticia.php?id=133928& Continue reading